Melhor romance do Jabuti é de Silviano Santiago

Captura de Tela 2017-10-31 às 23.34.20Machado, de Silviano Santiago, livro que recria os últimos anos de vida de Machado de Assis, levou o primeiro lugar na categoria Romance na 59a edição do Prêmio Jabuti. O segundo colocado foi A tradutora, de Cristovão Tezza, seguido por Outros cantos, de Maria Valéria Rezende. A apuração foi nesta terça-feira, na sede da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo. O vencedor em Contos e Crônicas foi Sul, de Verônica Stigger. Quase todas as noites, de Simone Brantes, ganhou em Poesia. A lista com todos os vencedores está disponível em www.premiojabuti.com.br/apuracao/f2-dt311017-1507. Os três primeiros colocados em cada uma das 29 categorias levam o troféu Jabuti. O vencedor de cada uma delas leva R$ 3,5 mil, exceto o de Livro Brasileiro Publicado no Exterior, A cup of rage, tradução de Um copo de cólera, de Raduan Nassar, contemplado com a vinda do representante da editora estrangeira, a Penguin Random House UK, para a cerimônia, e a promoção de um Projeto Comprador junto às editoras do Brazilian Publishers dos segmentos que a casa editorial do livro vencedor publica, realizado com apoio da Apex-Brasil. A cerimônia de entrega do Jabuti será no dia 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer. Na premiação, também serão revelados os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – Não Ficção, que levarão mais R$ 35 mil, além da estatueta dourada. A escritora Ruth Rocha será homenageada com o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra e contribuição à formação de gerações de leitores.

Os livros da vida de Cristina Peri Rossi

Barcelona (78 ND)Considerada uma das mais importantes escritoras em língua espanhola da atualidade, a premiada uruguaia Cristina Peri Rossi é tem livros de poesia, contos, crônicas, romances e artigos jornalísticos traduzidos para mais de 15 idiomas, mas ainda não tinha sido lançada no Brasil. O volume de contos Espaços íntimos (Gradiva), vencedor do Prêmio Internacional de Relatos Mario Vargas Llosa (2010), chega para apresentar um pouco de sua obra por aqui. As dez histórias curtas integram a coleção Enquanto Conto, que reúne autores cujas obras possibilitem elos inquietantes entre a ficção e a realidade. Grande amiga de Julio Cortázar, Cristina foi proibida de publicar em seu país e se exilou na Espanha. Em seus escritos militou contra as ditaduras uruguaia e a favor do feminismo e dos direitos dos homossexuais. Conhecedora da língua portuguesa, é tradutora de Clarice Lispector. Ao blog, Cristina Peri Rossi falou sobre suas leituras marcantes.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

CPR – Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. Li com 11 anos, como muitas meninas da minha geração, e me identifiquei com Jo, a irmã “rara”, que não brinca com bonecas, sobe em árvores e quer ser escritora. Possivelmente não foi o primeiro livro que li, mas o primeiro a me mostrar que era possível ser mulher e escritora.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

CPR – O segundo sexo, de Simone de Beauvoir, que li aos 16 anos e me ensinou a história da discriminação do sexo feminino, suas lutas pela igualdade e pelas injustiças às quais somos submetidas. Continua sendo um pilar fundamental para qualquer mulher que queira conhecer seu gênero e seu sexo. Por sorte não é mais o único.

SM – O que você está lendo agora?

CPR – Un día en la vida de una mujer sonriente (Um dia na vida de uma mulher sorridente, sem tradução no Brasil), de Margaret Drabble, recentemente traduzido para o castelhano. É uma narradora excelente, quase desconhecida fora de seu país, e que escreve uns relatos tão penetrantes sobre a psicologia feminina quanto Clarice Lispector, por exemplo. E Contos completos, de Lydia Davis. Outra norte-americana, esta contemporânea, que reelabora a estrutura do gênero conto e às vezes é fascinante.

Foto: Divulgação/ Lil Castagnet

Livro explica de forma literária como evitar abuso sexual na infância

NAO ME TOCA CAPAA programação infantil da Primavera Literária desta vez é oferecida pelo Clube de Leitura Quindim, clube de assinaturas de livros infantis que mantém, entre os selecionadores de suas obras conveniadas, personalidades do quilate de Ziraldo, Roger Mello e Marina Colasanti. Entre os destaques da programação deste fim de semana está o lançamento de Não me toca, seu boboca! (Aletria), de Andrea Viviana Taubman, que trata de um tema difícil de lidar com as crianças: o abuso sexual. A ideia é mostrar o que é a situação de violência sexual e o que fazer para evitá-la. Uma forma de oferecer segurança e informação às crianças sem perder o encantamento próprio da literatura.

As ilustrações são de Thais Linhares. O lançamento será com um bate-papo neste domingo, às 10h. Confira o que mais há na programação do Espaço Infantil Quindim, até domingo na Casa França-Brasil (Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro – Rio de Janeiro):

Sábado

10h

Oficina de desenho / Caldo Verde

Daniele Geammal e Bruno Dante (Revan)

12h

Contação de histórias, leitura dramatizada, roda de conversa / Xavier

Carlos Carvalho e Venicio Ribeiro (Gramma)

Oficina de artes

16h

Arte Brasileira para Crianças

Isabel Diegues, Márcia Fortes, Mini Kerti ePriscila Lopes (Cobogó)

18h

Oficina especial Clube Quindim

Domingo

12h

Espetáculo Musical e Jogos Iogues /As Aventuras do Menino Iogue

Antônio Tigre e Gustavo Peres (Memória Visual)

14h

Workshop com o autor /Turma da Página Pirata em Tirinhas

Marcelo Amaral (Bambolê)

16h

Contação de Histórias e Oficina de Ilustrações / A Joaninha e a Sombrinha

(Maria Elaine Altoé) / A Caverna do Tempo(Regina Frota) com ilustrações de Fran Junqueira (Semente)

18h

Oficina Especial Clube Quindim

Primavera Literária de casa nova

arteprimaveraAté domingo, a Casa França-Brasil (Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro – Rio de Janeiro) recebe a Primavera Literária 2017, evento itinerante promovido pela Liga Brasileira de Editoras (LIBRE), que tem como principal objetivo principal a promoção da bibliodiversidade. No Rio, vinha sendo realizado nos jardins do Museu da República e desta vez embarca, com sua festejada programação cultural e estandes de livros com desconto, para a construção projetada pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny e inaugurada em 1820 como a primeira Praça do Comércio da cidade. O espaço fica aberto das 10h às 20h, com entrada franca. Confira a programação:

Sexta feira

16h

Edição e autopublicação

Leandro Müller, Paula Cajaty, Mariana Warth e mediação de Leonardo Cazes

18h

SHOW MUSICAL

Música Exteporânea Brasileira (MEB)

Sábado

11h

O Rio de que temos e o Rio que queremos

Com Alba Zaluar, Orlando Zaccone, Adair Rocha e mediação de Lucas Alvares

14h

Poesia e música: experiências de poetas na música brasileira

Com Mauro Santa Cecília, Bruno Levinson e Zé Rinaldi

16h

A crise política e o poder no Brasil

Com Arnaldo Mourthé, Bernardo Kocher e mediação de Rudolph Hasan

18h

Toda comida tem uma história

Joana Monteleone, Tatiana Damberg, Pedro Asbeg e mediação de Camila Perlingeiro

Domingo

11h

Darcy Ribeiro, sempre

Com Paulo Ribeiro, Maria José Latgê e mediação de Jesus Chediak

14h

A poesia está na rua

Slam das Minas, Tupinambá Lambido e mediação de Luiz Guilherme Barbosa

16h

Conservadorismo e retrocesso nos dias de hoje

José do Nascimento Jr., Andrea Pachá, Wanderley Quedo e mediação de Fernando Molica

18h

Posto, logo existo: literatura em tempos de redes sociais

Cristiane Lisbôa, Crib Tanaka, Ernesto Xavier e mediação de Camila Perlingeiro

 

Dia nacional do livro é celebrado hoje nos trens do Rio de Janeiro

IG Caua Reymond - Dom QuixoteA terceira edição do Trem da Leitura comemora hoje o Dia Nacional do Livro, celebrado neste domingo, nos trens da Supervia, no Rio de Janeiro. O evento contará com a animação de personagens que fazem parte da campanha de valorização à leitura do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a Leia.Seja., como Capitu, Emília, Sherlock Holmes e Dom Quixote (na foto, representado pelo ator Cauã Reymond). O grupo fantasiado estará na Central do Brasil. Quem passar pela estação poderá registrar o momento em uma cabine fotográfica disponibilizada pela editora Leya e levar para casa uma foto impressa com molduras temáticas do livro O segredo da Dinamarca. Ao longo do dia, haverá sessões de autógrafos e mais de 1,5 mil livros serão deixados aleatoriamente nos bancos de trens e estações. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Duque de Caxias, o Trem da Leitura também abre espaço para a divulgação de obras de artistas independentes. Poemas de escritores do município estarão disponíveis para a leitura dos passageiros nos quadros de informação de 12 estações do sistema. Além disso, haverá sessões de autógrafos de vários autores.

Resgatado primeiro livro de poeta aclamada por Machado de Assis

Capa NebulosasNascida em São João da Barra (RJ) em 1852, primeira mulher a atuar como profissional de imprensa no país, colaborando com diversos jornais, Narcisa Amália também foi tradutora de contos e ensaios de autores franceses. A Gradiva, editora que agora se relança no Rio de Janeiro após três anos de atuação em Porto Alegre, e que tem como missão publicar escritores esgotados ou inéditos, traz um pouco da fascinante obra desta republicana e abolicionista, defensora dos direitos femininos, em Nebulosas, seu único livro de poesia. A publicação de seus 44 poemas, em 1872, pela editora Garnier, foi celebrada por Machado de Assis e pelo Imperador D. Pedro II. “A leitura das Nebulosas causou-me a este respeito excelente impressão. Achei uma poetisa, dotada de sentimento verdadeiro e real inspiração, a espaços de muito vigor, reinando em todo o livro um ar de sinceridade e modéstia que encanta, e todos estes predicados juntos, e os mais que lhe notar a crítica, é certo que não são comuns a todas as cultoras de poesia”, escreveu Machado, no jornal carioca Semana Illustrada, lembrando que Narcisa Amália era a primeira poeta cuja edição foi bancada pela própria editora, e não pela autora, o que era comum na época. Nebulosas é o segundo volume da coleção Illuminatio, que busca resgatar escritores dos dois últimos séculos que caíram no esquecimento. O livro, em coedição com a Fundação Biblioteca Nacional, resgata o prefácio do escritor Pessanha Póvoa, da primeira edição, e conta ainda com apresentação e posfácio da doutora em Teoria da Literatura Anna Faedrich. Confira um dos poemas:

 

Sadness 

 

Meu anjo inspirador não tem nas faces

As tintas coralíneas  da manhã;

Nem tem nos lábios as canções vivaces

          Da cabocla pagã!

 

Não lhe pesa na fronte deslumbrante

Coroa de esplendor e maravilhas,

Nem rouba ao nevoeiro flutuante

         As nítidas mantilhas.

 

Meu anjo inspirador é frio e triste

Como o sol que enrubesce o céu polar!

Trai-lhe o semblante pálido – do antiste

         O acerbo meditar!

 

Traz na cabeça estema de saudades,

Tem no lânguido olhar a morbideza;

Veste a clâmide eril das tempestades,

         E chama-se – Tristeza!…

 

ABL faz sessão 5.000 nesta quinta-feira

unnamedO presidente da Academia Brasileira de Letras, Domicio Proença Filho, comanda hoje a sessão de número cinco mil da casa. A primeira foi há 120 anos, oficialmente no dia 20 de julho de 1897, marcando a fundação da instituição, numa modesta sala do museu Pedagogium, na Rua do Passeio, no centro do Rio de Janeiro. Antes, porém, foram sete reuniões preparatórias. A primeira delas, no dia 15 de dezembro de 1896, aclamou Machado de Assis como primeiro presidente da ABL, cargo que o escritor ocupou até o ano de sua morte, em 1908. A primeira diretoria era composta ainda por Joaquim Nabuco como secretário-geral; Rodrigo Octavio, como primeiro-secretário; Silva Ramos, segundo-secretário; e Inglês de Sousa, tesoureiro. Inspirada na Academia Francesa, a Academia Brasileira de Letras tem 40 membros efetivos, uma sede própria que é a cópia do Petit Trianon da França, um prédio com 29 andares, duas bibliotecas, um auditório com capacidade para 290 pessoas e um prédio anexo de cinco andares.

Alexandre de Castro Gomes: “É bom ter a oportunidade de fazer a diferença e, quem sabe, iluminar o caminho de alguém”

alexA última entrevista da série que comemora os 18 anos da AEILIJ é com o atual presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, Alexandre de Castro Gomes, que está iniciando seu segundo mandato, que vai até 2019 (o primeiro foi de 2015 a 2017). Além de viajar pelo país com as oficinas literárias “Quero ser autor”, ele tem vários prêmios e títulos selecionados para programas de compras. Acaba de lançar Eu sou uma lagartixa (Editora do Brasil), livro em que a criança é convidada a se colocar no lugar do personagem e solucionar vários problemas – mais uma parceria com a mulher, a ilustradora Cris Alhadeff (com ele na foto abaixo)

SM – O que é a AEILIJ pra você?

ACG – A AEILIJ é uma oportunidade de engrossarmos a voz. De sermos ouvidos e de ter nossa importância reconhecida por todos os setores culturais. Isso vem acontecendo desde os primeiros anos, quando éramos chamados no MEC para conversar sobre a Lei de Direitos Autorais. Agora, durante a minha primeira gestão, estive em Brasília para discutir com o MinC os direitos autorais no ambiente digital. Firmamos nossa posição ao defender o que já conquistamos, o que, na época, aborreceu os representantes do Ministério. Além dessas conversas, redigimos cartas abertas em defesa de programas de leituras, firmamos parcerias em prol da literatura e fazemos barulho quando necessário. Para ter uma ideia da relevância da associação, já fomos convidados para dar sugestões para o Prêmio ALMA (Astrid Lindgren) e para o Nobel de Literatura. Eu sempre digo que a associação tem três objetivos principais: 1) A defesa do autor e de sua obra – como já expliquei acima; 2) A divulgação do livro e da leitura literária – por meio de palestras, mesas de discussões, exposições, defesa da qualificação de mediadores de leitura e outros; 3) O acolhimento dos autores. Oferecemos espaços físicos e virtuais para a discussão e confraternização de autores. Trocamos experiências. Dão-se dicas. Oferecemos espaços para a divulgação de suas obras em site, blog, anuário, antologia, exposição de imagens… É mais fácil lutarmos juntos do que lutarmos separados. 

SM – O que você destaca de mais importante da sua gestão?

ACG – Mantivemos as ações que davam certo e que são a cara da AEILIJ, como a Expo Cores e Formas, parcerias com a FNLIJ, a Câmara Rio-Grandense do Livro, a FLIST, a Flicepe… Firmamos novas parcerias com a LER e com a Flupp e reforçamos nossa parceria com a AGES, com quem assinamos cartas e campanhas. Reescrevemos o estatuto da associação, adequando-o aos novos tempos e leis. Trouxemos a AEILIJ de volta para o Rio para podermos nos inscrever em editais da Prefeitura. Com a ajuda sempre preciosa da ex-tesoureira e atual vice, Andrea Viviana Taubman, conseguimos espaço para a sede junto à FALARJ. Em São Paulo, fechamos parceria com o SESI e promovemos o LeituraMAIS, encontros literários organizados pela Penélope Martins e pela Rosana Rios. Unificamos todos os blogs em um novo endereço, http://aeilij.blogspot.com, para facilitar a consulta por todos. Ainda no blog, realizamos, com a ajuda da Patrícia Melo, mini entrevistas com os autores que ingressavam na AEILIJ. Aliás, quem se interessar em participar, é só entrar em contato que colocaremos a entrevista lá. Sobre as redes sociais, criamos a página da AEILIJ no Facebook (gerenciada pela Thais Linhares) e montamos nosso canal de vídeos no Youtube. Com apoio da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, promovemos a Blitz Literária, uma invasão de 30 autores em 30 escolas públicas municipais do Rio para conversas sobre livros e leitura. Criamos, com iniciativa da autora associada Cris Alhadeff, uma parceria com a Satrápia para a pintura de 10 casinhas que servem como ponto de trocas de livros, e que foram espalhadas por comunidades carentes do Rio de Janeiro. Criamos uma lista de propostas para o PMLLB do Rio, e através do nosso voto na reunião que definiu o grupo de trabalho, conseguimos colocar a incansável Marilia Pirillo como representante da cadeia criativa. Temos outra associada, a Anna Rennhack, que também foi eleita representante no GT do PELLLB do estado do Rio. Saiu nossa segunda antologia, Histórias no prato, organizada pela Cristina Villaça com projeto gráfico da Patrícia Melo e revisão da Flávia Côrtes, que veio se juntar ao Trem de histórias, que organizei em 2011. Criamos o Anuário da AEILIJ, um catálogo com todas as obras publicadas pelos associados durante o ano. Ao longo da gestão, a coordenação de Curitiba organizou vários eventos, sendo os últimos as participações da AEILIJ no Literatiba e na mostra de ilustradores Cores da Imaginação na Casa Polônia Brasil. Criamos a campanha “A LIJ forma leitores – valorize a literatura infantil e juvenil” que decorou imagens de perfis no Facebook e que virou adesivo nas camisas e mochilas dos frequentadores do Salão FNLIJ 2017. Criamos o Prêmio AEILIJ de Literatura Infantil e Juvenil, um sonho que nasceu lá nos primeiros anos da associação. E quase tudo isso foi só na primeira gestão!

SM – Fale um pouco sobre o Prêmio AEILIJ de Literatura Infantil e Juvenil.

AG – O Prêmio AEILIJ 2017 é um desejo antigo de diretorias passadas. Estudei os editais de diversos prêmios literários, entre eles os dos prêmios João de Barro e Cidade de Manaus, e conversei com o Christian David, presidente da associação gaúcha de escritores, para obter informações sobre o Prêmio AGES. O Christian foi muito generoso e me deu dicas preciosas para a criação do Prêmio AEILIJ. Participei de alguns concursos literários no início de minha carreira como autor. Eu estava acostumado com os editais e já sabia o que deveria evitar. Redigi o edital do Prêmio AEILIJ e mostrei para alguns membros da diretoria, entre eles a atual coordenadora de São Paulo, Simone Pedersen, que conheço desde a época em que participávamos juntos de tais concursos e prêmios. Simone me apontou um ou outro detalhe no texto do edital, e chegamos na redação final. A ideia era começar simples e dar três prêmios somente: Texto Infantil, Texto Juvenil e Conjunto de Ilustrações. Optei por criar um quarto prêmio, cujo vencedor seria escolhido pelos associados: o Livro do Ano. Sendo assim, teríamos três vencedores escolhidos por um trio de jurados renomados e um deles ganharia ainda o prêmio Livro do Ano, mas dessa vez através da escolha dos associados. Conversei com a minha diretoria e chegamos em alguns nomes para o corpo de jurados. Os convites foram aceitos e o que era uma possibilidade passou a ser uma realidade. Recebemos ideias para os selos dos prêmios e desenvolvemos o design de acordo com o conceito apresentado por um conselheiro. Para estimular a participação de todos, abrimos as inscrições para autores de fora da AEILIJ, mas estes precisariam pagar uma pequena taxa simbólica que ajudaria a pagar os jurados e os troféus. O resultado sairá em 18 de abril, Dia Nacional do Livro Infantil.

SM – Iniciando a segunda gestão, o que aprendeu com a primeira?

ACG – Eu constatei que tenho pessoas maravilhosas do meu lado. Gente que se doa em nome de uma causa e que faz isso sem ganhar nada em troca. Aprendi que sempre haverá críticas e que é necessário ouvi-las, por mais absurdas que pareçam ser. Ser parte da diretoria não é fácil. É cansativo. Toma um tempo precioso e atrasa a nossa produção autoral. Por outro lado é muito bom ter a oportunidade de fazer a diferença e, quem sabe, iluminar o caminho de alguém. Aprendi também que, para as coisas andarem, é preciso delegar e administrar. Quanto mais pessoas ajudando, melhor. Mas cada uma tem que ter uma função definida, ou nada será realizado.  

SM – O que você imagina que seja a sua marca na AEILIJ?

ACG – Acho que é cedo para pensar em uma marca. Tenho ainda quase dois anos de gestão e muitos planos pela frente. Entre eles há uma vontade de nos aproximar de congêneres da América do Sul. Um contato inicial, uma troca de entrevistas e de ideias. Quem sabe onde isso poderá nos levar? Quero criar também um Espaço Memória para autores da AEILIJ que não estejam mais conosco. Uma garantia de que sua imagem e sua biografia poderão ser acessadas mesmo que seus sites saiam do ar. Começaremos com homenagens à Hermes Bernardi Jr., Zé Zuca, Elvira Vigna, Michelle Behar, Elias José, Marciano Vasques e Liliana Iacocca… Quero incluir todos aqueles que já foram associados da AEILIJ em algum momento de suas vidas. Precisamos também nos concentrar em resolver a questão do Regimento Interno. Agora, se hoje fosse o meu último dia como presidente da associação, acredito que as minhas marcas seriam o registro e a organização das informações (em sites, blog, Facebook, e canal do Youtube – fui eu quem juntou todos os seminários, boletins, Discussões, livros da Dorina, doações, etc.), a modernização, no meio digital e no estatuto, possibilitando a inscrição em editais e a formação de novas parcerias, e a delegação das tarefas.

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Livro-brinquedo destaca o maior espetáculo da Terra

Natalia CircoConsiderado o maior espetáculo da Terra, o circo é o tema do primeiro livro-brinquedo da escritora Natalia Avila. Feito para ser lido em voz alta, Circo das estrelas busca ensinar as crianças a importância de tarefas como decorar o espaço com itens simples ou trabalhar a coordenação motora dos pequenos, em atividades como preparo da maquiagem do personagem. No circo criado por Natalia, onde o palhaço laça planetas e a foca equilibra a lua no focinho, domar a fera tem que ser com um ato de gentileza e o equilibrista fica voltado a balancear bem os alimentos durante as refeições. A estratégia ajuda a fazer com que as crianças se organizem, como se fossem trabalhar no circo, a partir do que vem sendo dito pelo locutor. O livro pode ser adquirido no site sonhosdebolso.com.

Prêmio Off Flip 2018 já abriu inscrições

unnamedJá estão abertas também as inscrições para o Prêmio Off Flip de Literatura de 2018. Os vencedores recebem R$ 25 mil em dinheiro, além de estadia em Paraty durante a Flip do ano que vem. A premiação será realizada em um sarau no Centro Cultural Sesc Paraty, durante o evento. Os selecionados nas categorias contos e poesia vão integrar antologias em e-book. Já os vencedores em infantojuvenil terão a obra publicada em livro ilustrado pelo selo Off Flip. O prazo vai até 8 de novembro. Outras informações no site http://www.premio-offflip.net.